LIBERTAR AS CORRENTES

A receita da vida!

A receita da vida!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Vista cansada


Doce vida cajuína, é assim, sem nexo permaneço caminhando por um mundo sem destino, com caminhos tortuosos.  Espinhos, a rosa só é vermelha, pois o sangue que escorre da ferida do meu peito derrama sobre os seus lindos cabelos que teimam em balançar para o outro lado.
Ao te ver o ar fica tão rarefeito que o efeito, que o feito, consumado não se fez e na espera de um acalanto, um sorriso, provocar o seu pranto eu não consigo, só caio no abismo, no vazio de uma escuridão. Triste fogo da vontade que se apaga na primeira lágrima escorrida na tua ausência minha linda, no teu disfarçar de um olhar que cisma em casar com outros olhares.
Desde então cai na escuridão, em um mundo fundo sem voltas, percorrendo atrás de um sentido, para direita, para a esquerda, acima ou abaixo não sei, a única certeza que tirei disto tudo é que o não sentido é o que me satisfaz mais, me traz alegria, irreverência, me leva a novas tendências.
Procurei em outros olhos encontrar a felicidade, eles sempre sorriram para mim com perfis convidativos, com um chamado extremamente instigante, conferi, gostei e nunca mais me lembrei e dos teus nunca mais me lembrei. Sai vagando por ai, fazendo festa, algazarra, aproveitando tudo que a vida me endereçara, sem me preocupar, com o tom que estava de onde vinha o olhar.
Em certa ocasião, me olhei no espelho, há tempos não o fazia e descobri em mim os olhos que deixei para trás, aqueles que eu fingi ter deixado de lado, a partir daí comecei a me embriagar, até que fosse possível me esquecer, não ser você, não...



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Rede Mocoronga - Um Eco...Lógico na Amazônia

Confira abaixo a publicação do documentário radiofônico Rede Mocoronga - Um Eco... Lógico na Amazônia produzido por Égon Ferreira, Caio Bibiano, Mayra Maris e Diego Rafael. O Programa orientado por Patrícia Rangel, foi exibido no dia 03/12/2011 na rádio Cultura Brasil.Para escutar, basta clicar no link abaixo:


http://soundcloud.com/you/tracks

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Nota de esclarecimento

Estamos trabalhando em novidades e atualizações para melhor servi-lo. Em breve, voltaremos!
Obrigado pela compreensão de todos. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Dois poemas malucos de um cara normal

EU ME GRITO EM SILÊNCIO

Certa vez refletia sobre as coisas do mundo, e ele não me disse nada, certa vez sonhei com um mundo só meu, nele acontecia tudo que eu queria, nele tudo que eu pensava era ordem, pobre desordem, cai na vazio da indecisão, obscuro, confuso, não sabia mais o que eu queria não, certa vez acordei sem saber o que tinha acontecido, amanhecido, de cara amassada mandei o mundo a merda e ele só repetiu o que a minha face dizia sem produzir um som.

O DESATADOR DE NÓS

Eu quis xingar o mundo, mandar ele se fuder, se lascar, ir para os raio que o parta. Eu quis bater no mundo, dar socos e pontapés. Eu quis uma bomba atômica ou um artefato capaz de mandar tudo pelos ares. Eu quis desesperadamente chorar por tudo aquilo que assola o meu coração. Eu dei um sorriso, achei boa a troca e com ele eu vou ficar toda vez que eu tentar ser eu.

domingo, 24 de julho de 2011

Sentir-Ment



Sentimentos, nós conversamos como bons amigos, mas sempre lhe deixo perdido no vazio do esquecimento. Sei que não ando lhe tratando muito bem, é só a falta de tempo, espero que me entenda. Olha manda um recado para o coração, toda vez que ele bate mais forte, me da um trabalho danado, preciso ficar apagando os incêndios gerados por ele, sair me desculpando por sua rebeldia repentina, que voam no ar como se fosse um confete, como se fosse serpentina.
Estes tempos a vida veio me fazer uma visita, ela até que esta bem, saudável, com alguns problemas aqui, outros ali, mas é normal, ela sempre tira de letra. No entanto quando me viu tratou de ser meio desaforada, veio logo me falando “Nossa como você está palhaço” e ainda completou “Que nariz vermelho é este? Onde comprou” e eu apenas lhe disse “Olha, não sei, colocaram em mim e não consigo tirá-lo daqui, acho que está grudado”, mas indaguei “Acho que é bom ficar com ele de vez em quando, o publico do picadeiro se diverte e eu até que gosto”.
As visitas destes últimos tempos não pararam por ai, muitos me visitaram, o principal foi o dia a dia, estava meio estranho, disse que eu estava muito sério, muito engajado e até muito responsável, horas, ele achará que eu permaneço com a mesma roupa do picadeiro todos os dias e sendo até um pouco contraditório, as vezes consigo imperceptivelmente tirar o nariz vermelho, mas vou falar baixo antes das retaliações. Sabe o que é mais engraçado, ao me ver portando livros até nas férias, ele estranhou mais ainda, um hábito tão comum, não ter as melhores notas não quer dizer que não estuda, nem só de notas dez vive o mundo das qualificações, até os desafio na prática serem melhores.
Enfim Sentimento, estou te enchendo de groselhas, só estou falando besteiras, ainda mais depois de tanto sem ver, eu fico lhe importunando com coisas corriqueiras da vida, mas me diz, como você está? O ódio, amor, rancor, felicidade? Conta ai como vãos os seus filhos.
Ficarei aguardando o seu retorno, mas pelo o seu semblante no espelho, posso notar algumas coisa. Tu continua incandescente, mas um pouco atrapalhado, meio atabalhoado. Sua convicção o faz querer mandar demais em mim, parece que a cada decisão não deixa ninguém falar, nem a mente que sempre foi a sua melhor companheira, ela que sempre articulou todas as situações, te dando voz, dando ouvidos, seu mal agradecido, só não te mando embora de vez, pois você é o dono de tudo. Poderemos conversar mais, quero saber os seus pensamentos, eu sou o dono, mas estou sempre aberto ao dialogo, estou sempre aqui meu melhor amigo, meu fiel companheiro, meu irmão, meu eu, meu...


quinta-feira, 30 de junho de 2011

‘Marcha Cabeça de papel’


Louvemos as lutas e batalhas a favor disto ou daquilo outro, manifestações em prol de qualquer coisa que seja, a liberdade de expressão é uma maravilha, tanto é que até ela ganhou uma marcha, a da liberdade. A força das circunstâncias fez com que até tivesse votação a favor das manifestações, viva, ganhamos, vencemos o que?  Ganhamos o direito sair pelas ruas, arrotando todos os tipos de palavras contra a repressão? Você sabe o que é repressão pelo menos? Eu digo não no sentido literário e sim prático da coisa.
Enquanto jovens fortes, com as suas ‘fanfarras’ saem às ruas, movidos a ‘arroz e feijão’ que muitos no em torno do Brasil e do mundo não possuem e mal conseguem se mover para pronunciar o próprio nome.  A educação está ai decretando falência e vocês só preocupados com a ‘medicinialidade’  de uma erva torpe?
Não sou contra o direito de protestar, mas há causas muito mais urgentes que precisam de todo este ‘engajamento’ mas que caem na vala do esquecimento. Há pessoas que só por ter comida no prato e direito de protestar em liberdade, que tudo esta resolvido, que o mundo esta correndo bem, pois bem, vou te contar um segredo, o mundo realmente esta correndo bem, para trás!
Estou aqui para gritar por quem não tem voz hoje e pedir em nome deles para levantarmos menos bandeiras e estender mais mãos, mais gestos no lugar de berros que muitas vezes ecoam sem saber a própria direção. Esta longe das minhas pretensões salvar o mundo, só pretendo chamar a atenção, ascender uma faísca mesmo que eu não tenho um combustível para ‘incendiar’ de vez.
Isto só é fruto da indignação de ver pessoas marchando pela primeira coisa que vem a cabeça sem nem pensar no ao redor, com um tipo de união estranha em que as pessoas dizem “aqui é livre cada um protesta pelo o que quiser” e a junção em prol de uma causa onde fica? Eu sei, estou falando para o vazio, acho que vou continuar a socar a minha faca por aqui mesmo.


domingo, 12 de junho de 2011

Quem dá mais?


O universo dos shows chegou ao Brasil ‘meldels’, os gringos descobriram que o país não é só futebol, samba e a capital não é Buenos Aires, e sim é uma máquina de cifrões incandescentes que voam independente de playbacks ou não. Muitas pessoas das antiguidades morriam sem ver a sua banda ao vivo, ou pensa que, por exemplo, o Nirvana veio sequencialmente para cá?
Triste, mas o Kurt Cobain não pode comprar uma bela casa nos Alpes ‘Brasileños’ a fim de voltar  todas as vezes ao país para mandar o seu rock’n roll, no entanto vamos deixá lo onde colocaram ele. O Paul McCartney se deixar volta uma vez por mês, é só pegar a ponte aérea E.U.A > Brasil.
A cada dia que passa, somos bombardiados com festivais mil, com 300 bandas que muitas vezes não casa o evento, mas trazendo público tem espaço, veja só o que virou o ROCK´n Rio, está mais rio do que rock, um rio que parece mais é uma salada de frutas. Fico me perguntando se não estou chato demais, exigindo coerência demais, logo eu. Fato é que o dinheiro é o carro chefe, se o evento vai ser bom ou não deixamos a segundo plano.
Esta moda pegou tão forte nos trópicos, que devoramos ingressos como se fosse carne para um tubarão faminto. Temos fome de que? É só vontade de ver uma banda que não sabemos pronunciar nem o nome as vezes? É querer participar de um grupo seleto que tem mais de duzentos “conto” para bancar uma aventura desta? É o desejo de liberdade encontrados nas letras murmuradas em latim? Melhor dizendo, inglês. É o que? Eu confesso que não sei mais.
Não sou um hipócrita, eu também desejo ver muitas bandas lá de fora, ou acha que fiquei feliz em não conseguir comprar o ingresso do The Strokes e System of a Down? Só fico estarrecido com as proporções desenfreadas que as ações estão indo e tende a piorar, vai chegar o momento que pagaremos 500 reais sem pensar por um pocket show que vale no máximo 5 reais com um brinde  para quem comprar a entrada.
Enquanto a ‘Ivetinha’ e o Chiclete vão fazendo um Rock’ para todos os efeitos, lógico, nada contra, tem guitarra também, eu vou sendo um frustado feliz com os meus shows de no máximo 20 reais no Hangar 110. Descobri que tem bandas aqui que produzem o mesmo som das de lá. No entanto ainda creio que um dia estes famigerados pelas ‘gringas’, deixam uma sobra do filet para os plebeus, mas o meu eu quero bem passado, se não eu não pago.